Mostrando postagens com marcador Aleckson Marcos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aleckson Marcos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

VOZ DA VERDADE PREPARA DVD DE 40 ANOS

O lendário conjunto de rock cristão está na estrada desde 1978, colecionando vários e grandes hits, polêmicas, premiações e títulos. Foram várias as formações, porém permanecem as preciosidades de Carlos Moysés que tem mantido a banda em um patamar de qualidade muito elevado.

Já estão acontecendo os ensaios para a gravação do DVD Até Aqui Eu Cheguei, cuja gravação acontece no dia 4 de novembro. Porém, a programação começa desde o dia 01/11 com a preleção do Pr. Carlos Moysés, Pr. José Luís, Banda Voz da Verdade no louvor e a apresentação da peça teatral O Maior Milagre do Mundo. Todo o evento acontecerá na Instância Árvore da Vida, Sumaré/SP, cujos ingressos e hospedagem já estão sendo comercializados no site da banda em www.vozdaverdade.com.br

E OS ARTISTAS CONVIDADOS?

A banda ainda não divulgou se haverá a participação de artistas convidados. Convém lembrar que em 2008, quando gravou o DVD de 30 anos, o conjunto convidou Marquinhos Gomes, PG e Marco Feliciano.
Assim que forem divulgados os nomes dos artistas convidados ou se forem divulgados, avisaremos por aqui.



- Por Aleckson Marcos

terça-feira, 14 de agosto de 2018

ROUPA NOVA NA MÚSICA GOSPEL?


Pode parecer estranho para boa parte dos evangélicos, mas a música cristã brasileira em seus bastidores recebe contribuição direta de importantes músicos do meio secular, bem como há artistas desse meio que contratam músicos cristãos para participarem de produção ou arranjos de seus discos. Esse é o caso do histórico grupo Roupa Nova, cuja influência é vista não apenas no fato de bandas cristãs se inspirarem no som que o conjunto carioca faz, mas também no envolvimento direto dos seus integrantes com artistas e discos premiadíssimos da música cristã, mediante produção, arranjos e gravação.

A princípio, é importante destacar as influências indiretas que o grupo exerceu em duas bandas cristãs, em especial: Novo Som e Ruama. Ambas possuem características próprias, mas é fácil perceber aspectos similares no que concerne à sonoridade, estilo musical e, especificamente, na condução dos vocais. Até falava-se antigamente que o Novo Som era a versão religiosa do Roupa Nova e isso ainda é muito comentado nas redes sociais. O próprio Alex Gonzaga, em entrevista concedida ao pastor Otoni de Paula Júnior, confirmou seu enorme apreço pelo Roupa Nova a quem se referiu como "talvez a banda mais perfeccionista da música popular brasileira". O que é mais curioso é que o filho do Cleberson Horsth, o Marcelo Horsth, foi guitarrista do Novo Som por pouco mais de 7 anos (2009-2017).

É perceptível a semelhança no back vocal dessas duas bandas cristãs e essa similaridade mostra-se mais forte nas canções do extinto grupo Ruama. Canções como “Caminhos da Paz”, “Uma Chance” e “Pra Sempre Quero te Amar” exibem arranjos maravilhosos que somados a um back vocal masculino de harmonia finíssima e a suavidade da voz do Hervê Santos são de provocar grandes emoções.

A contribuição direta do Roupa Nova se daria na metade década de 1990, em que o grupo deixa as suas impressões musicais indeléveis na nossa música e produz um álbum-boom! Sim, o disco que vamos falar a seguir foi um boom de vendas e sucesso que marcaria uma nova fase na música gospel.

O ano é de 1995 e o Brasil conhece o álbum “Sem Limites” da jovem cantora Aline Barros, à época com 19 anos. Nem é preciso falar do sucesso que esse disco fez até mesmo entre o público não evangélico, sendo campeão de vendas (mais de meio milhão de cópias) e tendo boa aceitação da crítica especializada! O que poucos evangélicos sabem é que esse disco foi todo produzido e arranjado por Ricardo Feghali - que também é evangélico -, Cleberson Horsth e o pai da Aline, pastor Ronaldo Barros, acompanhados dos demais músicos da banda que gravaram seus instrumentos e ainda fizeram o back vocal das canções (aquele back de “Família” é inconfundível). As gravações foram feitas nos stúdios do Nando (Midivirto Studio), Ricardo Feghali (Feghali Studio) e no Roupa Nova Studio por Marcos Saboia.
A parceria com o Roupa Nova foi tão bem sucedida (parceria que durou por mais de 10 anos) que levou a Aline gravar o seu segundo disco, novamente com os mesmos músicos, com exceção do Nando. O disco é "Voz do Coração", de 1998, que emplacou o seu maior sucesso: “Fico Feliz”, entoado em muitas igrejas, principalmente nos grupos infantis. Em seguida, já no ano 2000, Feghali e Cleberson produzem “O Poder do Teu Amor” que apresenta a volta do Nando no baixo. No entanto,
a faixa que dá título ao disco foi produzida e gravada nos Estados Unidos por Tom Brooks com músicos americanos. Em 2003, é lançado “Fruto de Amor”, que contou com a participação de PG e teve a regravação do clássico “Primeiro Amor”, inicialmente gravado pelo grupo Rebanhão. Já os próximos dois disco “Som de Adoradores” e “Caminho de Milagres”, gravados ao vivo não tiveram participação de nenhum dos músicos do Roupa Nova e foram produzidos por Kléber Lucas e Rogério Vieira, mas a parceria volta em 2011 com o premiado disco “Extraordinário Amor de Deus”, cujo destaque vai para o hit “Ressuscita-me”. Nesse disco somente o Paulinho não participou e este foi o último disco que o Feghali e Cleberson produziram, bem como os demais músicos do Roupa Nova.


Início dos anos 2000 e também o início de um novo conceito de música gospel que recebe uma sonoridade com influências europeias e principalmente americanas e diante desse cenário os integrantes do Roupa Nova agora ampliam seus trabalhos, produzindo e arranjando outros artistas que passaram a vender cifras altíssimas. Me refiro a Fernanda Brum e Kléber Lucas que iniciaram suas carreiras ainda nos anos 90, mas tornaram-se sucesso nacional a partir da primeira metade do ano 2000.
Os álbuns “Aos Pés da Cruz” (2001) e “Pra Valer a Pena” (2003) de Kleber Lucas, ambos com vendagens expressivas e canções de enorme sucesso são um dos mais bem sucedidos projetos do cantor que tiveram a produção e gravação de Ricardo Feghali e contou com a participação do Nando no baixo, Kiko nas guitarras e violões, Serginho Herval na bateria e Paulinho que participou do back vocal. O Cleberson Horsth não participou destes dois projetos e o Paulinho não participou deste último disco.


A cantora Fernanda Brum, que lançou o primeiro disco em 1993, só veio a ser conhecida em todo o território nacional a partir de 2002, a partir do disco “Quebrantado Coração”, que mistura pop e música cristã contemporânea fez enorme sucesso, com destaque para hits como “Amo o Senhor”, “Espírito Santo” e a faixa-título.  O projeto foi todo produzido por Emerson Pinheiro e teve a participação de Serginho Herval que fez bateria em algumas canções. O recém-lançado disco “O Som da Minha” foi produzido por Emerson Pinheiro, mas foi gravado no Oásis Music Video de Ricardo Feghali, algo comemorado pela cantora em suas redes sociais em razão de ser um dos mais modernos stúdios do Brasil e ainda mais sendo conduzido por um grande profissional que é o Feghali.

SERGINHO HERVAL

O baterista do Roupa é um caso mais específico ainda, pois, à semelhança do Ricardo Feghali, é evangélico desde a década de 90 e inclusive chegou a fazer um dueto com o extinto grupo Raízes ao gravar a música "Volta Logo", de 1997. Em 2017, criou um canal no YouTube para divulgação de um projeto paralelo que é a releitura de sucessos do grupo Hilsong. Confira mais detalhes clicando neste link:
Se você já apreciava o Roupa Nova como uma banda popular, agora você tem mais motivos para isso, pois com esse post mostramos que os músicos do grupo tem abençoado vidas, mesmo que suas intenções tenham sido talvez apenas comerciais, o que por si só não é errado. Esse fato também indica que Deus deu talentos a todos, indiscriminadamente e que evangélicos não são os únicos que os recebem!
É vantajoso para nós saber que a nossa música agora tem a mesma qualidade técnica que as de artistas populares e, conforme mostrei, é produzida pelas mesmas pessoas que produzem ou já produziram nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Fagner, Byafra ou Milton Nascimento, por exemplo. Oremos para que haja um avivamento lírico, pois o avivamento técnico nós já conseguimos!

- Por Aleckson Marcos

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

OS CLÁSSICOS DE 1978 (40 ANOS)


Musicalmente, a década de 70 foi tudo de bom até para pessoas que, como eu, nasceram muito tempo depois. O ano de 1978 foi o ano-revelação para muitos artistas cristãos, foi também o período em que outros saíam de importantes conjuntos musicais para seguir carreira solo. Foi ano-gênese de muitas bandas que surgiram no cenário evangélico com um conceito totalmente diferente de música e adoração. Logicamente que foi um ano de muitos hits que até hoje tocam na nossa memória.

Faço uma lista abaixo dos 06 sucessos da música gospel lançados naquele ano e que completam 40 anos em 2018.

1. Eu Vejo Deus (José Carlos) 
José Carlos é um artista de primeira categoria e deixou isso bem claro quando era membro do lendário Embaixadores Sião e mais ainda quando estreou o seu primeiro disco solo em 1978. O clássico Eu Vejo Deus, seguindo a mesma similaridade poética do Edison Coelho, foi a primeira música do José Carlos que aumentou sua visibilidade em todo o país e foi um verdadeiro estouro nacional!

2. O Amor de Deus (Shirley Carvalhaes)
A Shirley já havia lançado o seu primeiro disco no ano anterior e pelo boa receptividade da canção Acima das Estrelas, Eli de Almeida - investidor fonográfico e dono da gravadora Rocha Eterna - sente que a carreira da Shirley teria uma enorme ascensão e a convida para gravar o próximo disco. Com o disco Supremo Autor, Shirley agora crava o clássico O Amor de Deus, de Márcio Eduardo, a primeira faixa do Lado A do LP. Foi o seu grande sucesso daquele ano.

3. Autor da Minha Fé (Grupo Elo)
Fica difícil definir qual o maior clássico do disco Ouvi Dizer, tendo em vista que a própria faixa-título, bem como Calmo, Sereno e Tranquilo, Ao Sentir e Jesus Provou foram e estão entre as melhores músicas cristãs já gravadas em solo brasileiro, porém creio que Autor da Minha Fé é, de fato, o grande destaque do grupo Elo em 1978. A comparar com a nossa música hoje, não dá pra crer que a música cristã já produziu uma obra de arte como esse disco.

4. Eu e Jesus (Ozeias de Paula)
O disco Deus Sabe o que Faz, com as preciosidades de Edison Coelho, teve uma produção de ponta e a faixa que mais se destacou foi Eu e Jesus. Com uma letra muito forte, essa música ainda é muito questionada por assemelhar o crente a Jesus como se fossem uma só coisa. Os metais que iniciavam a música, a ousada bateria e o uso da guitarra eram uma emoção à parte. Ozeias, à essa altura, já tinha uma carreira estável e pronto para sobreviver pelas décadas seguintes.

5. Não Sei Por que (Som Maior)
O grupo da Convenção Batista Brasileira foi um fenômeno desde que surgiu. Em 1978, o grande destaque vai para Não Sei Por que que tornou-se predileto nos corais e grupos de louvor das igrejas, aliás o próprio estilo do Som Maior permitia uma aproximação muito eficiente com as igrejas.

6. Jesus Vive (Voz da Verdade)
Embora hoje essa música não tenha o destaque esperado, no ano de lançamento foi a que mais recebeu destaque. À época, o Carlos Moysés era proprietário de uma loja de médio porte e até chegava a distribuir o disco de graça aos seus clientes.  Foi em 1978 que Voz da Verdade lançou o primeiro LP, estreando no mercado.


40 anos depois, qual são os hits de 2018? Não sou tão pessimista assim para negar que boas canções de sucesso tenham sido gravadas neste ano, pois, há sim bons artistas que continuam produzindo belas canções, mesmo que o tempo de sucesso seja muitíssimo limitado em relação aos de 40 anos atrás. A julgar pelas letras e desconsiderando estilos musicais, 2018 tem sido um ano muito fértil para boas canções... e para muita musiquinha brega também.

Por Aleckson Marcos

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O NOVO SINGLE CONGREGACIONAL DE PEDRO NEVES


No dia 27 do mês passado, Pedro Neves, um dos grandes nomes de nossa música nos anos 90 e 2000, lançou no YouTube e em todas as plataformas digitais o seu novo single e clip com forte apoio da classe artística que ajudou no anúncio do lançamento. Após o sucesso no Rio de Janeiro de O Dono do Milagre, de 2015, Pedro agora lança Deus Estou Aqui em um estilo bem congregacional e de intimidade. A letra aborda a rendição, humilhação total e dependência de alguém que se sente incapacitado de fazer algo por si só e busca a ajuda, a orientação divina.

É impossível ouvir a canção e não se sentir tocado por esse sentimento de quebrantamento. Embora com as repetições já esperadas dos versos, pois são típicas do estilo congregacional, a música não é enfadonha, pois não abusa desse recurso. Por mais que o eu lírico da canção esteja fazendo um rogo, uma oração a Deus, quem ouve se sente convidado a desprender de todo o orgulho, pois a música como um todo cria um clima contagiante de adoração.
Tem tudo para ser um grande hit! 

Assista a baixo o clip oficial


Por Aleckson Marcos

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

"MAIS QUE O SOL", O NOVO CD DE VAL MARTINS


E aí está Val Martins com mais um trabalho primoroso recém-lançado nas plataformas digitais com muito.
São 10 canções com temáticas de cunho estritamente teológico, sendo uma opção para quem está cansado de "meras repetições", para usar o palavreado de João Alexandre. 
Com uma mesclagem de pop, rock e música cristã contemporânea, o disco está bem levinho, bem agradável, casando perfeitamente com a voz do Val.

Você vai se apaixonar com o otimismo e aquela pegada bem up de A Fé Vai me Guiar e Mundo Feroz. Vai se emocionar com o convite à adoração cristocêntrica de Nas Mãos do Pai e Infinitamente Deus que possuem uma mensagem com um esplendoroso rigor teológico. Na verdade, o álbum possui músicas que reúnem todas as características de se tornarem hits. No que depender da qualidade das letras, interpretação e arranjos, os disco tem tudo para ser sucesso.
Em seu canal no YouTube foi  lançado o clip oficial da música Com Você ao Meu Lado, mas você pode ouvir as 10 faixas em todas as plataformas digitais. Por enquanto, ainda não serão comercializados discos físicos.

Assista: "Com Você ao Meu Lado"
https://youtu.be/uQza9dzz1ig

By Aleckson Marcos

sábado, 14 de julho de 2018

CONHEÇA A PRIMEIRA EVANGÉLICA A GRAVAR UM DISCO NO BRASIL

Hoje, as mulheres dominam o mercado gospel. Elas lideram o ranking das músicas mais tocadas nas rádios de todo o Brasil. Tem milhões de visualizações no YouTube e seguidores nas redes sociais. Há 60 anos não era assim, até que surgiu Sara Araújo!

Membro da Assembleia de Deus e natural de Cruz Alta/RS, Sara surgiu no cenário musical com sua voz doce de menininha lançando seu primeiro compacto duplo em 1969 com seus sobrinhos Mara Dalila, José Carlos e a irmã Lourdes Bernardes. A garota de voz doce ganhou o Brasil afora, sendo a influência de outras que surgiriam a partir daquele momento, inclusive a belíssima Mara Dalila, depois Zilanda Valentim e então o fenômeno Shirley Carvalhaes, em 1976.

Uma informação que pouquíssimas pessoas sabem é que Sara disputou com Elis Regina em concurso realizado pela Revista de TV, Cinema, Teatro, Televisão e Artes, com apoio da sucursal gaúcha da Revista do Rádio, com sede no Rio de Janeiro. Era a Era de Ouro do rádio brasileiro e os futuros artistas eram revelados nos tradicionais e aclamadíssimos programas de auditório. Nesse concurso, Elis venceu como a "Melhor Cantora do Rádio" gaúcho.

Sara na Cozinha de sua Casa
Seu pioneirismo e sucesso foi reconhecido de forma surpreendente no final da década de 90, quando a falecida Denise Cerqueira regravou o clássico "Pode Alguém", de Edison Coelho, eternizado por Sara Araújo, sendo uma de suas músicas de maior sucesso ao lado de "Rosa da Manhã", "Preciso de Jesus" e tantos outros sucessos. Já no ano de 2014, ela lança o seu primeiro livro autobiográfico "Minha Vida", onde conta cada detalhe de sua vida e carreira, inclusive o trabalho social que desenvolve desde a década de 80, sendo que, atualmente, sustenta um orfanato em Goiás, onde mora.
No próximo ano, Sara completa 60 anos de carreira e para isso está preparando um excelente disco comemorativo que deve ser divulgado em todo o país. O titulo do álbum é "Diamante", aliás é essa uma das palavras que pode definir quem é a Sara. Sua filha, Aline Araújo, já percorre o país com seu excelente trabalho como harpista, ou melhor, uma das raras harpistas brasileiras.

E por falar em reconhecimento, ela, mesmo longe dos holofotes da grande mídia, ainda possui muitos fãs e admiradores dentro e fora do mundo evangélico. Daniel, da dupla Daniel&Samuel, em entrevista à Patmus Music, falou que "muitas vezes ouvia o disco em uma radiola que ficava em cima de uma mesinha simples que meu pai fizera, e com o disco na mão eu cantava junto, chorava e tirava os acordes dos hinos, pra cantar na pequena igreja onde fui criado. Minha irmã cantava quase todos os hinos da Sara Araújo e eu tocava."

Sara e Joelma
Outro fã declarado é o cantor Robinson Monteiro cuja canção "Pode Alguém" lhe é favorita. Para sintetizar, Sara é muitíssimo prestigiada Ozeias de Paula, Sérgio Lopes, Fabiana Anastácio e por todos os artistas da década de 80. Fora do ambiente evangélico, Sara Araújo tem enorme admiração da cantora Joelma, ex-Banda Calypso!

Sara merece mais reconhecimento? Sem dúvidas, sim. Ela foi a novidade da nossa música e aquela que inspirou várias cantoras que brilharam na década de 80, todavia, conforme já escreveu Elvis Tavares,
"o Brasil tem um problema sério de amnésia quando o assunto se refere à lembrança de pessoas que marcaram sua história" e boa parte das novas gerações de evangélicos não conhecem o seu legado para música cristã brasileira.
Hoje, exatamente hoje, Sara Araújo está completando 72 anos e resta-nos agradecer a Deus pelo que ela representa para todos nós.
Parabéns pelo seu aniversário! Parabéns pelo seu talento!

- Aleckson Marcos para o Reviva Gospel

sexta-feira, 1 de junho de 2018

10 PERGUNTAS COM ELI DE ALMEIDA



Ele é proprietário de uma das mais antigas gravadoras evangélicas no Brasil e já lançou por ela mais de cem artistas de enorme destaque nacional, como Jair Pires, Ozeias de Paula, Shirley Carvalhais e Valdecy Aguiar. Nesta entrevista ao Reviva Gospel, Eli conta um pouco de sua história nos bastidores da música cristã, as novas tendências do mercado gospel e suas perspectivas para o cenário digital.


Reviva Gospel - Primeiramente, quero externar minha alegria em poder falar com um gigante da música nos anos 70 e 80 e agradecer pela oportunidade de conduzir entrevista!
É verdade que você começou muito novo com uma fábrica de guarda-chuvas?

Eli de Almeida - Sim, era jovem com 20 anos de idade eu comecei a trabalhar por conta própria. A fábrica de guarda chuvas foi uma benção em minha vida. Éramos muito pobres e tive uma brilhante ideia de fabricar guarda-chuvas, pois onde eu morava tinha uma grande fábrica deste produto. Trabalhei lá quando tinha 14 anos de idade fiquei desempregado aos 18 anos, então eu e meu primo resolvemos fabricar guarda-chuvas para vendermos.

2. Eli, o que fez você migrar da fábrica de guarda-chuvas para o mercado gospel?

Eli de Almeida - A migração do guarda-chuva para gospel (aliás música evangélica, pois não gosto da palavra gospel) foi assim: eu e meu primo Gerson de Almeida éramos sócios da fábrica de guarda-chuvas e conhecíamos um pastor que era dono da antiga Rocha Eterna chamado Samuel Barbosa. Então na época ele estava sem recurso para gravar um CD com a esposa dele, então combinamos com ele para gravar um LP de Samuel Barbosa e sua esposa Maria da gloria e do lado B seria o cantor Wilson de Almeida. Sendo assim, eu autorizei o irmão Samuel Barbosa fazer a gravação deles e me trazia o tape. Aí deu um sinal pra ele de 80 mil cruzeiros na época e o restante seria pago no término do trabalho, porém o Samuel Barbosa não pôde fazer a gravação dele com a esposa, pois ela havia ficado muito doente. Foi aí nesta situação que entrou Shirley Carvalhaes para gravar no lugar da  Maria da Glória, sem mesmo que eu soubesse desta arrumação. Quando o disco ficou pronto Samuel me trouxe Shirley Carvalhaes e Wilson de Almeida, pois a Shirley era conhecida do Samuel Barbosa. Eu nem sabia que Shirley existia e nesta época era todo mundo desconhecido do mercado. 
Assim começou a história de Shirley Carvalhaes e Rocha Eterna.
Então, imediatamente, eu comprei o selo da gravadora Rocha Eterna, pois pertencia a Wilson de Almeida e Samuel Barbosa. Aí eu e meu sócio nos separamos, mas o primeiro LP, o "Acima das Estrelas" saiu com o logotipo da linha "Chuva Ind. e Comércio Ltda".

Reviva Gospel - A Rádio Copacabana do Rio tem uma importante história na música evangélica. É verdade que você seria o dono da rádio Copacabana. Conte pra nós essa história.

Eli de Almeida - Antigamente, aqui no Rio de Janeiro só existia a Rádio Copacabana que divulgava o evangelho, então pastores compravam alguns horários para suas igrejas. Existia um programa musical muito conhecido de uma pessoa chamada Josias Menezes que era líder absoluto de audiência e por ali passaram grandes cantores que ficaram famosos. Os proprietários eram de uma organização espírita, mas a rádio era totalmente arrendada aos evangélicos. O diretor da rádio se chamava Seu Lina, então por ele gostar muito de mim, por eu ser um empresário muito novo e de sucesso me ofereceu a rádio para eu comprar.
Esta rádio foi me oferecida por 400 mil dólares a ser pago 40 mil por mês. Comecei me preparar para adquirir a emissora, aí então entrou o primeiro atrapalho, pois um cidadão chamado Francisco Silva  entrou no negócio é ofereceu os 400 mil dólares à vista. Aí você viu que dancei (risos). Enfim, não comprei a Rádio Copacabana.

Reviva Gospel - Eli, como você sempre esteve nos bastidores da música e por falar da Copacabana, como foi o processo de compra da rádio Melodia ?

Eli de Almeida - Eu conhecia o antigo proprietário da Melodia, chamado José Messias que também me ofereceu sua rádio por 300 mil dólares. Outra vez ofereci em 10 vezes, mas outra vez o tal do Francisco Silva entra em cena para me atrapalhar e comprou a emissora na minha frente. Como você sabe, quem tem dinheiro leva vantagem. Aí nesta ocasião ficamos sem emissora evangélica, pois a Universal não deixava ninguém participar das suas emissoras. Foi quando tive a brilhante ideia de arrendar a rádio Melodia. Arrendei a Melodia por 5 anos, fiz o contrato com o Francisco Silva e Shirley Carvalhaes também, pois nesta época ela era minha esposa. Quando fui assumir a emissora o proprietário me fez outra proposta para eu desistir do arrendamento, pois ele teria vontade de ser político e eu não queria ser político, a rádio seria apenas para o evangelho. E em compensação eu teria 2 horas diárias grátis na emissora por um ano e assim foi feito. Com a inauguração da Melodia simplesmente foi um estrondo, pois era a última em audiência e passou a ser a primeira em um mês.

Reviva Gospel - Shirley Carvalhaes é um dos maiores fenômenos da música cristã brasileira e você estava nos bastidores da carreira dela. Como se deu o sucesso da Shirley?

Eli de Almeida - Shirley, praticamente, veio enriquecer com músicas pentecostais. Na época tínhamos cantoras batistas e não eram pentecostais: Josely Scarabelly,(Igreja Batista), Zilanda Valentin, Márcia Costa (Igreja da Renovação). O dia que entrou uma cantora representando o povo da Assembleia de Deus, ela simplesmente explodiu de fazer sucesso, passou na frente das outras. Aí com a explosão de sucesso da Shirley Carvalhaes e Rocha Eterna ao mesmo tempo era um prazer imenso em fazer mais lançamentos com ela.

Reviva Gospel - Das muitas músicas de sucesso que elas fez, quais são, pelo menos, 3 que mais mexem com você e porque?

Eli de Almeida - Das músicas dá Shirley que eu gosto  são todas gravadas pela Rocha Eterna. Tem dois CDs dela que não estão no cast da Rocha e que eu gosto muito, pois eu fiz e vendi as matrizes no caso do CD "Primeiro Amor" e vendi para Nancel e o outro, "Bate Coração",  vendi para a Warner.
Com a gravação do CD "Silêncio Aflito", que foi o último que fiz, houve a nossa separação, então esta matriz ficou com ela e ela vendeu para a Nancel.

Reviva Gospel - A gravadora Rocha Eterna hoje investe na cantara Márcia Bandeira. Como foi para você conhecê-la?

Eli de Almeida - Quando me separei da Shirley, estando em Recife na casa de um amigo, estava ouvindo um CD que meu amigo estava tocando. Me deparei com o som de uma pessoa que cantava muito parecido com a Shirley, então comecei a procurá-la, pois não sabia onde ela morava. Custei muito encontrar com a cantora Márcia Bandeira, pois não sabia quem era ela. Até que um belo dia eu a encontrei por telefone, então foi quando a convidei para fazer parte do castelo da Rocha Eterna.

Reviva Gospel - O que a Márcia Bandeira tem de especial para você?

Eli de Almeida-  O que é especial dela é o caráter, a vida dela com Cristo, a humildade, o bom comportamento espiritual. É cantora missionária e pregadora. Além de cantar bonito prega muito,tem muito conhecimento da palavra de Deus
Márcia bandeira não veio pra Rocha Eterna para substituir a Shirley, apenas entro na vaga, pois Shirley foi embora da Rocha sem pelo menos nos dar um abraço.

Reviva Gospel - Spotify, Deezer e outras mídias digitais são as novas tendências do mercado fonográfico, levando muitas gravadoras e artistas encerrarem a produção de discos físicos. Como a gravadora Rocha Eterna está se adaptando aos novos tempos só mercado fonográfico?

Eli de Almeida - Sim, hoje as vendas são digitais, mas infelizmente com a falta do disco físico o mercado veio a zero. Não vale mais apenas investir em cantor que está conhecido bem, pois fama não se apaga seja ela boa ou ruim. Uma vez que o cantor é conhecido, é pra sempre. Aí é como diz o disco: "quem ficou ficou". (Risos)

Reviva Gospel - Além da Márcia Bandeira você continua tem investido em novos artistas ou trabalha com artistas mais antigos?

Eli de Almeida - Ainda tenho mais 5 contratos com ela embora ela está livre e pode gravar com quem quiser, mas a Rocha Eterna não investe mais em outros cantores, a não ser que o mercado venha se recuperar.
O início da gravadora rocha eterna foi com a Shirley, provavelmente o término será com Márcia Bandeira.

Reviva Gospel – Eli, fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Eli de Almeida - Nas minhas considerações finais, o que me alegra foi ter a oportunidade de falar um pouco da história da Rocha Eterna. Sou um profundo conhecedor da música evangélica. Quanto à Rocha Eterna, não foi só a Shirley que fez sucesso outros cantores passaram por aqui. Só tenho a agradecer a Deus pelo grande sucesso alcançado na minha caminhada. Não fiquei milionário, mas sou um homem abençoado.
Obrigado por você ter se lembrado aqui deste servo de Deus. Abraços!
Contato: 21 982196619
E-mail: elidealmeida@aol.com

_Aleckson Marcos para o Reviva Gospel

segunda-feira, 16 de abril de 2018

10 PERGUNTAS COM MÁRCIA BANDEIRA



A nossa entrevistada de hoje tem uma história emocionante de superação, talento e espiritualidade. Márcia Bandeira, natural de Belém de Pará, desde a sua infância sempre foi envolvida na igreja, mas nem tudo foi bom em sua vida. Após idas e voltas, noites sem dormir e tentativas de suicídio, Márcia se lembra de uma antiga promessa recebida ainda na sua adolescência e a partir daí tem um retorno definitivo, tornando-se uma das mais prestigiadas cantoras do início dos anos 2000. Ela gentilmente aceitou o nosso convite para participar da Série 10 Perguntas do Reviva Gospel.

Reviva Gospel – Márcia, primeiramente eu gostaria de externar a nossa gratidão e alegria por essa oportunidade de estar conversando com você. Em nome do Reviva Gospel sou muito grato.
Você nasceu num berço evangélico e o quanto isso foi importante na sua vida?

Márcia Bandeira - Não nasci num berço Evangélico. Meus Pais conheceram o Evangelho quando eu tinha 6 meses de vida. A partir daí, fui criada e ensinada nos princípios da Palavra de Deus. Sem dúvida, minha mãe foi e é o meu referencial como mulher temente á Deus. Isso foi de extrema relevância em todas as áreas da minha vida, principalmente no meu ministério hoje.

Reviva Gospel - Com quantos anos você começou a cantar e quanto sentiu seu chamado para a música?
Márcia Bandeira - A primeira vez que cantei eu tinha apenas 5 anos de idade em uma EBF(Escola Bíblica de Férias). Depois só passei a cantar a partir dos 14 anos de idade. Porém, desde os 9 anos, eu já sentia o chamado para a música.

Reviva Gospel - Você se desviou e entrou em depressão profunda. Tentou, inclusive, suicídio. Como conseguiu se libertar desse mal?
Márcia Bandeira - Me desviei do Caminho do Senhor no Ano de 1994. Ao sair do Evangelho comecei a sofrer muita opressão maligna. Perdi a paz, a alegria e, por fim, a vontade de viver. Estive muito próximo da morte não somente pelo fato do inimigo tentar tirar minha vida por atropelamento, mas por algumas vezes que tentei o suicídio. Porém, graças ao grande amor de Deus, sua misericórdia e muitas orações, Deus me libertou das garras do inimigo e do mundo. Mesmo sem forças, tomei a decisão de voltar para o Jesus, e hoje estou aqui na total dependência de Deus.

Reviva Gospel - Sua primeira grande  aparição foi no Louvor Norte, como se deu esse convite já que você ainda não era famosa?
Márcia Bandeira - Em 1998, gravei um trabalho, na época em Fita K7, intitulado "Glória ao Rei". O Pr. Lourival Pereira que é o fundador do evento chamado Louvor Norte de Belém do Pará, minha Terra Natal, ouviu e me fez o convite para Cantar no abertura do Evento entre os chamados "Cantores da Terra". Foi muito bom, pois minhas músicas já tocavam na principal rádio FM gospel de Belém.

Reviva Gospel - Eli de Almeida, na época casado com Shirley Carvalhaes, se encantou com sua voz. Ele era o dono da gravadora Rocha Eterna, do Rio de Janeiro, você imaginava que seria ele a resposta da profecia?
Márcia Bandeira - Minha primeira gravação "Glória ao Rei" foi levada para um empresário de Recife que suspostamente iria me patrocinar e divulgar. No entanto, o irmão Eli de Almeida, já divorciado da Cantora Shirley Carvalhaes, na época, estava hospedado na casa desse empresário, pois eram amigos. O empresário a quem foi endereçado o meu trabalho não se interessou em me ajudar, porém o irmão Eli ouviu e se interessou em patrocinar e gravar um novo CD, o que de fato aconteceu. Ele entrou em contato comigo, pois eu morava em Belém do Pará. Eu cheguei no Rio de Janeiro no dia 16 de maio de 2000. Gravei o CD "Tô na Benção". Nunca, jamais imaginei que Deus traçaria esse caminho para mim, nem muito menos que usaria o coração de Eli de Almeida para me abençoar e cumprir o propósito de Deus.

Reviva Gospel - Depois da apresentação do Louvor Norte , quanto tempo levou pra você chegar ao Rio e como foi sua experiência nesta época?

Márcia Bandeira - Cantei no Louvor Norte em 1999, levei um ano para chegar no Rio de Janeiro. Cheguei no Rio em 2000. Foi uma experiência única, muito especial e marcante. Enfrentei desafios muito grandes e difíceis, mas Deus me sustentou, me amadureceu e me ensinou o que realmente significa uma caminhada de obediência e fé.

Reviva Gospel - . Além de cantar, você também tem um ministério com mulheres? Fale um pouco sobre esse ministério.

Márcia Bandeira – Não tenho um ministério específico com mulheres. Além de cantar, tenho um chamado no Ministério da Palavra, o que me leva a ministrar muito para mulheres, ou seja, em Congresso de Mulheres.

Reviva Gospel - A rádio Melodia fez uma campanha maciça no seu primeiro trabalho chamado "Três Coroas" , sua aceitação foi um grande sucesso de público , de lá pra cá são quantos trabalhos lançados ?

Márcia Bandeira - Sim, sem dúvida, após assinar contrato com a Rede Melodia, eles fizeram um excelente trabalho de divulgação. Sem dúvida, a Rádio Melodia foi uma benção, um divisor de águas e uma ponte para o meu ministério. Gravei 3 CD'S com eles e hoje já tenho 11 CD'S lançados. Desses 11 CD'S, 8 têm o selo da Gravadora Rocha Eterna, de Eli de Almeida.

Reviva Gospel - Quem quiser agendar a Márcia Bandeira para o evento da sua igreja, como faz, quais são os seus contatos?

Márcia Bandeira - Quem desejar me agendar para eventos, entre em contato pelos números:(0xx21)2761-4055 ou pelo Whatsapp (21)98226-0484.

Reviva Gospel – Márcia, em  nome do Reviva Gospel, lhe agradeço muito por ter atendido à nossa solicitação e lhe desejamos muito sucesso em  sua carreira!


Aleckson Marcos para o Reviva Gospel Anos 80 e 90