quarta-feira, 25 de abril de 2018

JERRY ADRIANI: ANTES DE FALECER, PARTICIPOU DE DISCO GOSPEL!


Segunda-feira, dia 23 de abril, fez um ano do falecimento do cantor Jerry Adriani. Talentosíssimo, com uma afinação incrível, voz potentíssima e com um carisma que lhe era marcante, Jerry foi um dos precursores do rock no Brasil e ajudou a montar o cenário para a explosão desse segmento na década de 80, quando, curiosamente, o deixou para se aventurar no estilo romântico popular.

Antes de seu falecimento, provocado por um câncer no pâncreas, Jerry teve participação na gravação de uma música do primeiro disco da banda Libro - banda de rock cristão alternativo formada por Roger Cataldo, Jeff Araújo, Fellipe Roz e Rodrigo Cunha.
No disco, Jerry Adriani divide os vocais com Fellipe Roz na 13ª faixa, "Uma Nova Canção" - música de conteúdo romântico.

Quem também tem participação especial no disco é Marcus Menna ("Um Novo Caminho), ex-integrante do LS Jack, e César Belieny ("Terra de Sião" e "Olhe pra Mim").
“Todos foram muito solícitos e toparam de cara participar do projeto. O único lamento é o fato de que o nosso amigo Jerry Adriani não pode ver o lançamento do CD, ele estava muito ansioso para ver o resultado final”, disseram os integrantes do grupo ao Gospel Prime.


O último trabalho de Jerry Adriani foi "Família" (2012), um CD religioso com regravações de grandes sucessos da música religiosa brasileira e conta com dois hits evangélicos: "Família", que dá título ao CD e foi gravada primeiramente por Régis Danese, e "Consagração", interpretada pela primeira vez no Brasil por Aline Barros, em 1995.

-Aleckson Marcos para o Reviva Gospel

segunda-feira, 16 de abril de 2018

10 PERGUNTAS COM MÁRCIA BANDEIRA



A nossa entrevistada de hoje tem uma história emocionante de superação, talento e espiritualidade. Márcia Bandeira, natural de Belém de Pará, desde a sua infância sempre foi envolvida na igreja, mas nem tudo foi bom em sua vida. Após idas e voltas, noites sem dormir e tentativas de suicídio, Márcia se lembra de uma antiga promessa recebida ainda na sua adolescência e a partir daí tem um retorno definitivo, tornando-se uma das mais prestigiadas cantoras do início dos anos 2000. Ela gentilmente aceitou o nosso convite para participar da Série 10 Perguntas do Reviva Gospel.

Reviva Gospel – Márcia, primeiramente eu gostaria de externar a nossa gratidão e alegria por essa oportunidade de estar conversando com você. Em nome do Reviva Gospel sou muito grato.
Você nasceu num berço evangélico e o quanto isso foi importante na sua vida?

Márcia Bandeira - Não nasci num berço Evangélico. Meus Pais conheceram o Evangelho quando eu tinha 6 meses de vida. A partir daí, fui criada e ensinada nos princípios da Palavra de Deus. Sem dúvida, minha mãe foi e é o meu referencial como mulher temente á Deus. Isso foi de extrema relevância em todas as áreas da minha vida, principalmente no meu ministério hoje.

Reviva Gospel - Com quantos anos você começou a cantar e quanto sentiu seu chamado para a música?
Márcia Bandeira - A primeira vez que cantei eu tinha apenas 5 anos de idade em uma EBF(Escola Bíblica de Férias). Depois só passei a cantar a partir dos 14 anos de idade. Porém, desde os 9 anos, eu já sentia o chamado para a música.

Reviva Gospel - Você se desviou e entrou em depressão profunda. Tentou, inclusive, suicídio. Como conseguiu se libertar desse mal?
Márcia Bandeira - Me desviei do Caminho do Senhor no Ano de 1994. Ao sair do Evangelho comecei a sofrer muita opressão maligna. Perdi a paz, a alegria e, por fim, a vontade de viver. Estive muito próximo da morte não somente pelo fato do inimigo tentar tirar minha vida por atropelamento, mas por algumas vezes que tentei o suicídio. Porém, graças ao grande amor de Deus, sua misericórdia e muitas orações, Deus me libertou das garras do inimigo e do mundo. Mesmo sem forças, tomei a decisão de voltar para o Jesus, e hoje estou aqui na total dependência de Deus.

Reviva Gospel - Sua primeira grande  aparição foi no Louvor Norte, como se deu esse convite já que você ainda não era famosa?
Márcia Bandeira - Em 1998, gravei um trabalho, na época em Fita K7, intitulado "Glória ao Rei". O Pr. Lourival Pereira que é o fundador do evento chamado Louvor Norte de Belém do Pará, minha Terra Natal, ouviu e me fez o convite para Cantar no abertura do Evento entre os chamados "Cantores da Terra". Foi muito bom, pois minhas músicas já tocavam na principal rádio FM gospel de Belém.

Reviva Gospel - Eli de Almeida, na época casado com Shirley Carvalhaes, se encantou com sua voz. Ele era o dono da gravadora Rocha Eterna, do Rio de Janeiro, você imaginava que seria ele a resposta da profecia?
Márcia Bandeira - Minha primeira gravação "Glória ao Rei" foi levada para um empresário de Recife que suspostamente iria me patrocinar e divulgar. No entanto, o irmão Eli de Almeida, já divorciado da Cantora Shirley Carvalhaes, na época, estava hospedado na casa desse empresário, pois eram amigos. O empresário a quem foi endereçado o meu trabalho não se interessou em me ajudar, porém o irmão Eli ouviu e se interessou em patrocinar e gravar um novo CD, o que de fato aconteceu. Ele entrou em contato comigo, pois eu morava em Belém do Pará. Eu cheguei no Rio de Janeiro no dia 16 de maio de 2000. Gravei o CD "Tô na Benção". Nunca, jamais imaginei que Deus traçaria esse caminho para mim, nem muito menos que usaria o coração de Eli de Almeida para me abençoar e cumprir o propósito de Deus.

Reviva Gospel - Depois da apresentação do Louvor Norte , quanto tempo levou pra você chegar ao Rio e como foi sua experiência nesta época?

Márcia Bandeira - Cantei no Louvor Norte em 1999, levei um ano para chegar no Rio de Janeiro. Cheguei no Rio em 2000. Foi uma experiência única, muito especial e marcante. Enfrentei desafios muito grandes e difíceis, mas Deus me sustentou, me amadureceu e me ensinou o que realmente significa uma caminhada de obediência e fé.

Reviva Gospel - . Além de cantar, você também tem um ministério com mulheres? Fale um pouco sobre esse ministério.

Márcia Bandeira – Não tenho um ministério específico com mulheres. Além de cantar, tenho um chamado no Ministério da Palavra, o que me leva a ministrar muito para mulheres, ou seja, em Congresso de Mulheres.

Reviva Gospel - A rádio Melodia fez uma campanha maciça no seu primeiro trabalho chamado "Três Coroas" , sua aceitação foi um grande sucesso de público , de lá pra cá são quantos trabalhos lançados ?

Márcia Bandeira - Sim, sem dúvida, após assinar contrato com a Rede Melodia, eles fizeram um excelente trabalho de divulgação. Sem dúvida, a Rádio Melodia foi uma benção, um divisor de águas e uma ponte para o meu ministério. Gravei 3 CD'S com eles e hoje já tenho 11 CD'S lançados. Desses 11 CD'S, 8 têm o selo da Gravadora Rocha Eterna, de Eli de Almeida.

Reviva Gospel - Quem quiser agendar a Márcia Bandeira para o evento da sua igreja, como faz, quais são os seus contatos?

Márcia Bandeira - Quem desejar me agendar para eventos, entre em contato pelos números:(0xx21)2761-4055 ou pelo Whatsapp (21)98226-0484.

Reviva Gospel – Márcia, em  nome do Reviva Gospel, lhe agradeço muito por ter atendido à nossa solicitação e lhe desejamos muito sucesso em  sua carreira!


Aleckson Marcos para o Reviva Gospel Anos 80 e 90


terça-feira, 13 de março de 2018

GUILHERME NÃO PARTICIPARÁ DA TURNÊ "CATEDRAL 30 ANOS"!


Hoje à tarde, Kim gravou um vídeo emocionado em sua página no Facebook anunciando que Guilherme Morgado não participará da turnê de retorno do Catedral.

No vídeo, Kim inicia recitando a primeira estrofe de "A Tempestade e o Sol" e, em seguida, informa que no domingo ele recebeu uma ligação do próprio Guilherme avisando que, por problemas pessoais, não participaria da turnê "Catedral 30 Anos", que estreia em Fortaleza e será dedicado ao baterista. O vídeo deixou um misto de suspense, tensão e tristeza, pois não foi informado que tipo de problemas ele enfrenta.

Muito foi falado em "recuperação", como se estivessem se referindo a uma doença. Kim, ao final do vídeo, faz pausas emocionado e Guilherme, que gravou outro vídeo, aparece com o semblante pesado, triste, pedindo apoio dos fãs e falando em um futuro retorno.

Kim afirmou que a privacidade do Guilherme seria preservada e que não aceitaria em sua página nenhuma pergunta especulativa sobre a situação do Guilherme, a quem chamou de irmão.


sexta-feira, 9 de março de 2018

MATTOS NASCIMENTO LANÇA MÚSICA COM CRÍTICAS À IGREJA BRASILEIRA!



Um dos artistas com mais discos lançados e com 29 anos de carreira, Mattos Nascimento acaba de liberar em seu canal no Youtube o single “O Evangelho Está Mudado”. A música é autoral e reflete as recentes reflexões do cantor a respeito das tendências teológicas modernas que tem causado uma revolução (no sentido histórico da palavra) na igreja brasileira. No mês passado, em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Mattos teceu críticas ácidas aos tele pregadores, dizendo que eles “pregam um evangelho que dá um verdadeiro nojo (...) que só falam em campanha e milhares de pessoas que vão... mil reais, ‘de pessoas que vão mandar pra cá dois mil reais e a gente vai vender água mineral por cento e noventa reais  e galho de arruda’ e tanta coisa ruim.”
Apesar de o título da música ser bastante chamativo, somente a primeira estrofe aborda a temática apresentada. Aliás, a maior parte das suas músicas é assim, somente a primeira estrofe fala do título e o restante da canção segue com rimas simples e versos desconexos com o início da canção.
Os versos iniciais falam que

O evangelho está mudado. Não se prega a salvação
Esqueceram da doutrina e da santificação
A igreja esfriando, bate palma e não dá glória
Parecendo com o mundo e ainda quer receber vitória
O Senhor está voltando. Esse mundo está cruel
O dinheiro e a riqueza não podem entrar no céu
Procure andar na luz, busque a graça de Jesus
Seja um crente bem humilde e fiel.

A estrofe seguinte é uma mensagem evangelística, marca registrada do cantor.
Nos últimos 20 anos, duas músicas em especial tiveram bastante repercussão por fazer críticas ao neopentecostalismo: “O Evangelho”, do grupo Logos (1996) e “É Proibido Pensar”, de João Alexandre (2007).

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

EM DEFESA DO CACHÊ

Qualquer um que queira compreender a lógica por trás da cobrança de cachê por parte de cantores evangélicos precisa entender o seguinte:

Todo cantor é um artista e todo artista é um profissional que, por fim, é um ser humano que tem família, contas a pagar e sonhos a realizar. Se ele é um artista, então produz arte e para isso precisa de dinheiro. Apenas essas duas considerações esclarecem por que é honesto e lícito "cobrar para cantar".

A alegação de que se o cantor vende o CD ele não pode cobrar cachê é infundada, pois qual o artista vive de vender CD's? Venda de discos já deu lucro para artistas, mesmo que não tenha sido esse dinheirão todo que comumente se pensa, pois os que mais lucravam eram os donos das gravadoras.

A alegação mais comum de que quem cobra cachê está comercializando a Palavra de Deus também é infundada, pois o que está sendo vendido é música (um produto, não se esqueça) e música NÃO É A PALAVRA DE DEUS! O máximo que pode ser são considerações acerca da Palavra, assim como são os livros, revistas de EBD, camisas e a própria Teologia.

Ora, se se paga para participar de seminários, se se paga para assistir 44 horas uma conferência teológica, por que pagar um cantor para cantar torna-se o 8º pecado capital?
Se você é daqueles que se opõe ao pedido de cachê, mas vive exigindo qualidade musical de seu artista ao estilo do Roupa Nova, por exemplo, precisa entender que seu artista, se não tiver contrato com gravadora e atuar de modo independente, precisa pagar baterista, tecladista, guitarrista, compositor, studio e etc., etc. e etc. Isso mostra que lançar um disco com a qualidade mínima não é e nunca foi baratinho.

Outras considerações devem ser feitas:
a igreja que retira o dinheiro dos dízimos para cumprir com o cachê não parece-me sensato;

a igreja que contratar um artista, tendo acordado o seu cachê, jamais deve penalizar a ajuda aos pobres e necessitados;

a igreja que não puder agendar um artista, não agende-o;


e o artista que use do bom senso para não explorar o último centavo do caixa da igreja! 

Em Cristo, Aleckson Marcos para o Reviva Gospel

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

JANIRES: UMA LENDA QUE SE FOI HÁ 30 ANOS




Não dá para entender por que Deus leva para si pessoas tão talentosas, abençoadoras, boas e pacíficas, enquanto nas maternidades do meio evangélico todos os dias nascem, ou melhor, surgem e crescem milhares que são o oposto disso em pelo menos um aspecto. Não digo que nascem, pois para isso teriam de passar pelo crivo de João 3.5 ou se nascem é entre os espinhos. Um dia nasceu um homem e um dia esse homem foi levado ao Seio de Abraão, deixando órfãos aqueles que nasceram de novo e tem por pai a Deus, mas olham para aquele que os levaram a Cristo e só veem agora os rastros de uma história. E que história! Janires Magalhães Manso, uma lenda que se foi há 30 anos!
Aquele grupo de aproximadamente 1000 jovens que o aguardavam para participar do “Clubão” no dia 30 de janeiro de 1988 em Belo Horizonte nunca mais esqueceriam aquele homem com a sua Bíblia velha, rabiscada, rasgada e o seu violão, que lhe foram companheiros nas horas de íntima comunhão com Deus, de onde nasceram as canções que ensinaram uma geração de jovens a adorar e ver a Deus com novas lentes. Aquela Bíblia, aquele violão agora estavam jogados ao chão e aquela voz se apagou, deixando para a posteridade um legado que abençoaria as Helenas, os Alex, os Baltazares e todos aqueles não conseguem entender por que Deus leva pessoas tão cedo.
Assim escreveu Moisés França (Grupo Hagios): “Mais que um poeta que inovou a forma de expressar a fé, mais que um líder da maior banda cristã de todos os tempos que deixou sua marca inovadora, Janires era uma pessoa, cujo foco era Jesus Cristo de fato e não de boca.” Esse testemunho aguça o raciocínio, levando-nos a conceber uma imagem de como era o Janires e a partir disso chegar a conclusão de como a sua partida deixou uma lacuna enorme na música cristã. A lacuna foi enorme no final da década de 80, pois na música sacra Edison Coelho permanecia no topo, mas o rock cristão, que a duras penas conseguia sua consolidação, perdia o seu maior poeta ou talvez um profeta - um profeta maluco, cabeludo, sem terno e gravata que não precisava adocicar o evangelho para torná-lo mais palatável. O que era lacuna nos anos 80, hoje tornou-se um abismo, um buraco negro para onde até mesmo a música sacra está sendo engolida, enquanto, ao mesmo tempo, as pessoas engolem e digerem o que não é poesia, não é arte em seu real sentido e muito menos o evangelho. Por falar na maior banda cristã de todos os tempos, o Rebanhão, às vezes as decisões de Janires não eram compreendidas de imediato. Deixar o Rebanhão, do qual era líder e fundador, cuja ascensão naquele período era algo inédito no país, e fundar uma nova banda parecia uma atitude desconexa, mas assim ele procedeu com o coração ardendo pela vocação missionária e com ele sua velha Bíblia e o violão que lhe acompanharam em eventos evangelísticos em Belo Horizonte. Talvez a fama e a consequente notoriedade que o Rebanhão estava tomando pudessem atrapalhar o zelo missionário de um homem com hábitos simples que não se importava com eventos pomposos, mas se importava com as pessoas e ia lá onde elas estavam – nas esquinas, nas praças, nas ruas.
Janires vai muito além da música, da poesia e do evangelismo. Conta Jerô (Banda Fé) que nas conversas com ele só se falava das coisas do Reino, o que nos mostra o Janires do dia a dia – um homem de fé e íntima comunhão com Deus! “Estávamos sempre ministrando, principalmente nas vigílias, antes da vigília ficar famosa, quando não existia o templo grande da igreja (...) uma das pessoas mais parecidas com Jesus que eu já vi. Sempre esteve à frente de seu tempo e até hoje é moderno”, conta Jerô ao Reviva. Trata-se da conhecida vigília de Bento Ribeiro, cuja saída de Janires resultou na liderança assumida por Marcos Góes que chegou a gravar discos ao vivo com a esse título. Esse depoimento é muito forte, pois há pessoas santas em Cristo, e não tem talento para a música. Há pessoas que o possuem, mas não têm a santidade do Senhor. Janires conseguia reunir talento e uma espiritualidade profunda que antecedia e se sobrepunha ao “artista Janires”, de modo que falava diretamente aos corações daqueles que não conseguiam captar o evangelho nos moldes tradicionais, seja por meio da música ou mediante o testemunho pessoal, junto aos viciados, mendigos e prostitutas.
 Fala-se que “Festa de Arromba no Céu” foi apenas uma maneira criativa de fazer uma versão da música de Erasmo Carlos, mas o que se depreende dessa versão, considerando o contexto de repressão ao rock pelos evangélicos, é que no céu não haverá nenhuma discriminação quanto ao estilo musical, pois lá estarão reunidos e cantando uma só canção “Edison e Tita, Sinal Verde, Ozeias de Paula e o Maurão”, cantores com os seus mais diversos estilos, cuja união era um sonho naquela época, mas que “um dia vai se cumprir no lar celestial.” Esse era o Janires visionário, por vezes essencialmente romântico em sua forma de descrever a vida, o céu e a realidade ulterior e em outras vezes claro, denotativo e sem medo de falar de seus anseios e missão como discípulo de Cristo, expondo o evangelho em sua própria vida e sendo a Bíblia ambulante por meio de quem muitos foram atraídos a Cristo.

Enquanto escrevo, ouço “Alex, o Baixinho Voador”. Os meus olhos se enchem de lágrimas ao supor que talvez nessa música Janires estava cantando para si mesmo, como se estivesse descrevendo, inconscientemente, toda a sua história em uma única canção! Aquele acidente em 1988 foi uma tragédia para nós, mas como diz a própria canção “no céu quando você chegar e abrir o Notícias Celestial pra ler vai descobrir que as derrotas aqui serão consideradas vitórias pelos anjos, que do lado do seu nome no Livro da Vida tá escrito a palavra CAMPEÃO.

65 anos seria a idade que teria se estivesse entre nós, mas aprouve a Deus recolhê-lo, deixando nossos corações com saudades e também alegres, pois as pancadas que ele levou abriu caminho para o rock cristão no Brasil. Paradoxalmente, nos entristecemos, pois ficamos a nos perguntar: quem conseguirá sair do buraco negro e quando nascerá um novo Janires na nossa música? Será que é o desejo de Deus levar primeiramente os bons, em vez de preservá-los e para conservarem todo esse legado deixado? O conselho de Janires é este: “não deixa não a tristeza fazer pole position em seu coração.”.

Em Cristo, Aleckson Marcos para o Reviva Gospel

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

PARABÉNS, EDSON COELHO!



Hoje, 01 de janeiro de 2017, temos a honra de fazer as nossas sinceras homenagens e felicitações àquele que é considerado o maior compositor evangélico do século XX no Brasil – Edison Coelho! Essa data não poderia passar por nós sem o devido reconhecimento, pois ele estava por trás dos maiores sucessos da música cristã, principalmente nas décadas de 70 e 80 e como cantor conseguiu deixar boas impressões nos anos 80 e 90, quando participou da dupla Edison e Telma.
Fazer referências a Edison Coelho em seus 71 anos completos é olhar para o desenvolvimento da música cristã brasileira e ver em cada linha da história as suas marcas indeléveis, ora como um compositor que juntou à música a boa poesia e teologia com profundas reflexões filosóficas, ora como alguém liderou um dupla muitíssimo conhecida que atingiu o seu ápice em 1983 com o lançamento pela Polygram do álbum “Deus Vivo”, considerado o 62º melhor álbum da música cristã brasileira, em um levantamento feito em 2015 por jornalistas e historiadores e publicado pelo portal Super Gospel. Mesmo quem nasceu na década de 90 aprendeu a cantar a faixa-título, principalmente em igrejas pentecostais, e quem ouvia rádio nessa época ouvia muito também essa canção que ficou entre as mais tocadas por vários anos.
É também impossível fazer referências a Edison Coelho sem falar de sua parceria com Ozeias de Paula. Não foi uma simples parceria. Foi a maior parceira que já existiu na nossa música entre um compositor e um intérprete! Edison assinava discos inteiros de Ozeias de Paula e todos esses álbuns foram sucessos de vendas! A parceria durou até a primeira metade dos anos 80 que foi assumida – e com muito sucesso, diga-se de passagem- agora por Ed Wilson e Joran (assunto para um post futuro), mas retomada em 2010 com o lançamento do disco “Instrumento”, produzido por Wagner Carvalho. Foi e é ainda uma parceria que marcou uma geração ou muitas gerações de pastores, cantores, locutores e fãs das referidas obras primas e isto tem feito com que artistas da antiga e nova geração regravarem sucessos do Edison, como por exemplo, Thales Roberto que regravou o clássico “O Amor É Tudo” e Lauriete que, recentemente, gravou um disco inteiro de músicas dele.
 Nem tudo tem sido sucesso na vida de Edison, mas o apoio incondicional de sua esposa Telma, a amizade de Ozeias e a oração da igreja brasileira o tem feito vencer batalhas quase invencíveis. Em 2013, logo após gravar o seu último disco com a Telma, ele entrou em profundo estado de depressão, situação que durou mais de 2 anos, mas Deus tem sido misericordioso e hoje o Edison está bem, está compondo, cantando, tocando e já deve ter algumas canções prontas para o próximo disco de Ozeias de Paula que deve sair neste ano! Além do problema da depressão, em de 2013, Edison precisou travar uma batalha judicial contra uma gravadora e um cantor gospel que gravou algumas de suas canções sem a devida autorização.  A Telma Coelho chegou a fazer um desabafo em seu perfil pessoal no Facebook, acrescentando que a utilização indevida de obras fonográficas do Edison tem sido recorrente no mercado gospel. Somado a isso, aquele que foi um dos elos de união entre os evangélicos de todo o Brasil por causa de suas canções, agora enfrenta problemas por causa de questões denominacionais! Explico no próximo parágrafo.
Em 2014, Edison e Telma foram rebatizados e tornaram-se membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia e em outubro daquele ano tiveram uma agenda cancelada em Conchal (SP). Na página oficial da dupla, lamentou-se: “é triste que isso ainda aconteça. Mas pedimos a Deus pela vida de cada um.”. Convém, curiosamente, citar um trecho da canção “Haja o Que Houver”, gravada nos anos 70 por Ozeias de Paula, cuja letra parece prenunciar o que Edison ora enfrenta:
Senhor, porque razão estou confuso
 fazem de mim um réu intruso.
De louvar-te querem me impedir.
Senhor, dizem que eu estagnei no tempo,
E embora neguem-me de entrar no templo
Não poderão jamais roubar-me a tua paz.”

Poderia escrever muitas coisas a respeito do Edison, mas aqui fica registrada nossa homenagem ao maior compositor cristão do século passado e, repito, este dia não poderia passar em branco. Em nome do Reviva Gospel, queremos desejar ao Edison Coelho um feliz aniversário, vida longa e que continue sendo uma benção nas nossas vidas!